Ontem assisti na TV um comentário sobre mortes súbitas de idosos durante a dança. Estas fatalidades realmente ocorrem, mas é necessário fazer aqui uma ressalva: é grande a possibilidade de que esses casos sejam em decorrência de doença cardiovascular não identificada ou não tratada de forma adequada. Isso ressalta a importância de uma avaliação cardiológica adequada antes da prática de quaisquer exercícios físicos, principalmente na faixa etária em questão.
Estes fatos não devem, contudo, inibir essa bela atividade entre nossos sábios de cabelo branco: o exercício físico é indispensável no controle “não-farmacológico” de doenças comuns na “melhor idade”, como a hipertensão e o diabetes, além de ser conhecido fator de redução de risco cardiovascular. Praticar exercício físico “conduzindo uma bela dama”, todavia, parece-me mais prazeroso e divertido do que tentar correr alguns minutos de uma esteira sem graça de uma academia. Alguns estudos demonstraram de forma elegante que a dança promove ainda uma melhora significativa do condicionamento cardiovascular, da flexibilidade e do equilíbrio, como um estudo publicado na revista “Gerontologist” em 1990 (Gerontologist. 1990 Oct;30(5):679-84). Além disso, a prática da dança pode contribuir em quadros neurológicos: o tango, por exemplo, melhora significativamente o equilíbrio e os sintomas em pacientes com doença de Parkinson, conforme estudo publicado em 2007. (J Neurol Phys Ther. 2007 Dec;31(4):173-9).
Desta forma, devo insistir que os bailes são acima de tudo uma forma de prevenir, de forma indireta, doenças cardiovasculares e não provocá-las. É necessário, contudo, uma prévia avaliação do Cardiologista.
terça-feira, 4 de maio de 2010
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